Conflito Rússia-Ucrânia aumenta: temor de confronto direto com OTAN

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Por Bia Chacu
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Explosões na Ucrânia com presença militar e edifícios em chamas.

São PauloTropas russas avançam na Ucrânia, aumentando a pressão sobre as defesas de Kyiv. Países ocidentais enviam novas armas e estratégias para apoiar a Ucrânia. O presidente Vladimir Putin lançou novas ameaças, alertando sobre retaliações contra o Ocidente caso o conflito se intensifique. Isso eleva a probabilidade de um confronto direto entre Rússia e OTAN.

Os recentes ataques russos incluem:

  • Realizando investidas nas defesas ucranianas ao longo de um front de 1.000 quilômetros.
  • Iniciando ataques próximos a Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia.
  • Avançando na região de Donetsk, especialmente nos arredores de Chasiv Yar.
  • Intensificando os ataques aéreos nas instalações de energia e infraestrutura da Ucrânia.

Analistas acreditam que a meta da Rússia não é conquistar uma vitória significativa, mas sim sobrecarregar as forças da Ucrânia e esgotar seus recursos. Jack Watling, do Instituto Real de Serviços Unidos, e Michael Kofman, da Fundação Carnegie, afirmam que a Rússia deseja manter a pressão e obrigar a Ucrânia a dispersar suas tropas. Watling ressalta que a Ucrânia enfrenta escolhas difíceis ao decidir entre proteger infraestrutura crucial ou suas tropas na linha de frente.

O Ocidente reage às ações da Rússia. Os EUA e alguns países da OTAN permitiram que a Ucrânia utilizasse armas ocidentais para ataques limitados dentro da Rússia. Os EUA autorizaram ataques perto de Kharkiv e outras áreas fronteiriças, mas não aprovaram incursões mais profundas em território russo. O presidente francês Emmanuel Macron e outros líderes ocidentais afirmam que a Ucrânia deveria poder usar equipamento ocidental para atacar qualquer ponto na Rússia. Alguns até cogitaram enviar tropas da OTAN para a Ucrânia, mas os EUA ainda estão incertos.

Putin alertou que o envio de tropas da OTAN ou ataques mais intensos agravariam a situação. Ele afirmou que poderia responder armando países contrários ao Ocidente. Em junho, ele firmou um acordo de defesa com a Coreia do Norte e sugeriu a possibilidade de enviar armas para eles. Dmitry Medvedev, do Conselho de Segurança da Rússia, também mencionou que a Rússia pode oferecer armamentos a qualquer nação que se oponha aos EUA e seus aliados.

Um recente ataque da Ucrânia utilizando mísseis ATACMS fabricados nos EUA resultou em vítimas em Sevastopol, na Península da Crimeia. Em retaliação, o Ministério da Defesa da Rússia alertou que pode tomar medidas contra drones americanos sobre o Mar Negro.

Putin afirmou que a Rússia usará todas as ferramentas disponíveis, inclusive armas nucleares, se sua segurança estiver em risco. Ele mencionou possíveis mudanças na política nuclear do país. A Rússia já posicionou algumas armas nucleares na Bielorrússia. Putin enfatizou que perder um conflito militar seria catastrófico para a Rússia e prometeu continuar lutando até alcançar seus objetivos. Ele exige que a Ucrânia retire suas tropas das áreas que a Rússia ocupou em 2022 e interrompa suas tentativas de se juntar à OTAN.

Alguns comentaristas russos que defendem ações militares mais severas criticam Putin por não ser mais rígido com o apoio da OTAN à Ucrânia. Eles sugerem que Moscou poderia mirar drones ocidentais ou satélites espiões dos EUA. No entanto, alguns especialistas afirmam que iniciar um conflito direto com a OTAN não é do interesse de Moscou. Sergei Poletaev, um analista de segurança em Moscou, acredita que o Kremlin deseja enfraquecer os recursos da Ucrânia para pressioná-la a negociar a paz. Ele acha que o plano atual da Rússia é manter a pressão e fazer progressos lentos, evitando envolvimento direto com a OTAN.

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